Português/Brasil Português/Brasil      English English      Español Español      
Dúvidas? Telefone 0800 033 0080
Camargo Industrial Máquinas
Olá Visitante [ cadastre-se ou acesse seu cadastro ]
Home Quem Somos Serviços Equipamentos à Venda Empresas à Venda Técnico de Manutenção Nossos Clientes Contato
O quê procura?
Somente disponíveis

Equipamentos usados à venda


Envasadoras de frascos vial conta gotas gotejador pump spray usadas à venda



Principais marcas:

Bausch, Cetro, Ima, Nelpas, Promáquina, Tecman, Wada, Zanasi

Envasadoras de frascos vial conta gotas gotejador pump spray
Envasadora e Tampadora Rotativa Monobloco: Funcionamento, Tecnologias, Aplicações e Guia Técnico Completo

1. O que é uma envasadora e tampadora rotativa monobloco?
A envasadora e tampadora rotativa monobloco é um equipamento industrial automatizado desenvolvido para integrar duas ou mais operações de embalagem primária em uma única estrutura mecânica. Dependendo da configuração, a máquina pode realizar alimentação de frascos, limpeza interna, dosagem de líquidos, inserção de batoques e gotejadores, aplicação de válvulas, posicionamento de tampas, rosqueamento, inspeção e rejeição automática de embalagens não conformes.

Também conhecida como máquina monobloco de envase e fechamento, envasadora rotativa automática ou monobloco de enchimento e tampamento, essa tecnologia é utilizada nas indústrias farmacêutica, cosmética, veterinária, alimentícia, nutracêutica e química.

O princípio de funcionamento consiste na execução sequencial e sincronizada das operações por sistemas mecânicos, pneumáticos, elétricos e eletrônicos. O transporte dos recipientes pode ocorrer de maneira intermitente, com paradas nas posições de trabalho, ou contínua, com os frascos em movimento durante determinadas etapas do processo.

As principais vantagens da máquina envasadora monobloco incluem a integração de operações, a redução da área ocupada, a padronização dos parâmetros de produção e a possibilidade de incorporar sistemas de controle, inspeção e rastreabilidade.

2. Princípio de funcionamento e sistemas de transporte
O transporte dos frascos pode ser realizado por estrelas rotativas, mesas indexadoras, pinças, correias sincronizadas ou berços individuais, conhecidos como pucks. A escolha depende do formato, das dimensões, da estabilidade e do material da embalagem.

As estrelas de transporte são frequentemente fabricadas em polímeros de engenharia, como UHMW-PE e POM, selecionados de acordo com a resistência ao desgaste, a estabilidade dimensional, a compatibilidade química e os requisitos de limpeza.

O acionamento pode utilizar redutores, caixas de indexação mecânica, servomotores ou sistemas combinados. Em equipamentos servoacionados, a sincronização entre as estações pode ser realizada por controle eletrônico de movimento, incluindo recursos conhecidos como electronic cam.

A arquitetura monobloco permite coordenar as operações de envase e fechamento em um conjunto integrado. Isso pode reduzir transferências intermediárias, facilitar o controle do processo e diminuir o risco de tombamentos e desalinhamentos, desde que o sistema de transporte seja adequado à embalagem.

A utilização em salas limpas ou processos assépticos depende de requisitos adicionais de projeto, controle ambiental, materiais, limpeza, contenção e validação. A construção monobloco, por si só, não garante esterilidade nem conformidade com ambientes controlados.

3. Tipos de envasadoras monobloco e arquiteturas operacionais
3.1. Monobloco de movimento intermitente
Na envasadora rotativa de movimento intermitente, a mesa ou estrela de transporte avança entre posições definidas e permanece parada durante parte do ciclo. As operações de dosagem, inserção de componentes e fechamento podem ocorrer durante essas paradas.

Essa arquitetura é adequada a diferentes níveis de produtividade e pode facilitar a execução de operações que exigem posicionamento estável, como envase volumétrico, inserção de batoques e rosqueamento de tampas.

A capacidade produtiva depende do número de cabeçotes, do tempo de dosagem, das características do produto, do número de estações e dos tempos de movimentação. Portanto, não existe uma faixa universal de velocidade aplicável a todos os monoblocos intermitentes.

3.2. Monobloco de movimento contínuo
Na envasadora rotativa de movimento contínuo, os frascos permanecem em deslocamento durante as operações. Bicos de dosagem e cabeçotes de fechamento podem acompanhar o movimento das embalagens por meio de mecanismos sincronizados, sistemas de seguimento ou conjuntos móveis.

Essa configuração é frequentemente utilizada em linhas de maior produtividade. O movimento contínuo pode reduzir os efeitos de acelerações e desacelerações sobre o líquido, mas não elimina automaticamente a formação de espuma, respingos ou turbulência.

O desempenho depende da viscosidade, da vazão, da tensão superficial, do desenho dos bicos, da geometria do frasco e do controle dos parâmetros de envase.

3.3. Mesa rotativa única
Na configuração de mesa rotativa única, as estações de trabalho são organizadas ao redor de uma mesa ou estrela principal. Essa solução pode proporcionar um equipamento compacto, especialmente quando o número de operações e os tempos de ciclo são compatíveis com a arquitetura escolhida.

3.4. Sistema com múltiplas estrelas
Os sistemas com múltiplas estrelas utilizam discos de transferência sucessivos para conduzir os frascos entre as diferentes operações. Uma estrela pode alimentar a estação de envase, enquanto outras realizam inserção de componentes, aplicação de tampas, fechamento ou transferência para a saída.

A quantidade de estrelas e a distribuição das funções dependem do projeto. A transferência entre módulos precisa considerar a estabilidade do frasco, a sincronização e a precisão de posicionamento.

3.5. Sistema de transporte por pucks
Os pucks são suportes individuais que acomodam os frascos durante o transporte e as operações de embalagem. Podem ser utilizados em recipientes de base estreita, formatos assimétricos, embalagens instáveis ou frascos cuja geometria dificulte o posicionamento direto.

A necessidade de utilizar pucks deve ser determinada por testes de estabilidade, velocidade, precisão e compatibilidade com o formato da embalagem.

4. Principais estações de uma envasadora e tampadora automática
4.1. Alimentação, transferência e limpeza dos frascos
Os recipientes chegam à máquina por uma esteira de alimentação e são separados por fusos sem-fim, guias, dispositivos de sincronização ou outros mecanismos. Em seguida, são transferidos para as estrelas ou os dispositivos de posicionamento.

Quando necessário, a limpeza interna pode utilizar sopro de ar filtrado, aspiração de partículas, ionização ou uma combinação dessas tecnologias.

A especificação do ar de processo deve considerar partículas, umidade, óleo e qualidade microbiológica, conforme a aplicação. Filtros HEPA e filtros destinados ao tratamento de ar comprimido possuem funções e critérios de especificação diferentes.

A ionização pode reduzir a carga eletrostática de determinados recipientes plásticos, favorecendo a remoção de partículas. Entretanto, não substitui a limpeza e não garante esterilização.

4.2. Dosagem e preenchimento de líquidos
O sistema de envase posiciona os bicos em relação ao gargalo e ao nível de enchimento. Dependendo da máquina, os bicos podem permanecer fixos ou realizar movimentos verticais durante a dosagem.

Para líquidos com tendência à formação de espuma ou respingos, pode ser utilizado o envase de baixo para cima, conhecido como bottom-up filling. Nesse processo, o bico acompanha o aumento do nível do líquido para controlar a queda e reduzir a turbulência.

A estratégia deve ser ajustada ao produto e à embalagem, pois nem todas as formulações exigem esse recurso.

O controle de gotas residuais pode utilizar válvulas de fechamento na extremidade do bico, mecanismos corta-pingo ou sucção reversa, conhecida como suck-back. A escolha depende da viscosidade, da formação de fios, da volatilidade e da compatibilidade química do produto.

4.3. Inserção de batoques, gotejadores e válvulas
A estação de inserção posiciona componentes internos ou sistemas de dispensação no gargalo do frasco. Entre os componentes utilizados estão batoques gotejadores, redutores de fluxo, válvulas spray e bombas dosadoras.

A alimentação pode ser realizada por sistemas vibratórios, alimentadores centrífugos, calhas ou dispositivos automáticos específicos. A transferência pode utilizar pinças, mecanismos mecânicos, cabeçotes de inserção ou robôs industriais.

Para válvulas com tubo pescador, o comprimento do tubo e a geometria do frasco precisam ser considerados no projeto. Guias e dispositivos de centralização podem ajudar a evitar dobramentos e posicionamentos inadequados.

A tecnologia de alimentação deve ser compatível com a geometria e a fragilidade dos componentes.

4.4. Posicionamento e assentamento das tampas
As tampas são orientadas e encaminhadas até a estação de aplicação por calhas, alimentadores, pinças, sistemas de vácuo ou mecanismos específicos.

No caso de tampas roscadas, o alinhamento inicial entre a tampa e o gargalo é fundamental para reduzir o risco de cruzamento de rosca, danos mecânicos e falhas de fechamento.

O método de apresentação deve considerar o formato da tampa, o material, a velocidade da máquina e o tipo de fechamento especificado.

4.5. Rosqueamento e controle de torque
O fechamento pode utilizar cabeçotes com embreagem mecânica, limitadores de torque, acoplamentos magnéticos ou servomotores.

Os cabeçotes com limitador de torque ajudam a controlar o aperto e reduzir o risco de aplicação excessiva de força. Os sistemas servoacionados permitem programar parâmetros como velocidade, posição angular e limites de torque, conforme a instrumentação instalada.

É importante distinguir o torque comandado ou estimado do torque efetivamente medido. O registro individual de torque em todas as embalagens exige recursos específicos de medição, aquisição de dados e rastreabilidade.

Os parâmetros de fechamento devem ser definidos por meio de testes de integridade, vedação, resistência à abertura e compatibilidade entre frasco, tampa e produto. As unidades usuais incluem N·cm, N·m e lbf·in.

4.6. Inspeção de qualidade e rejeição automática
Os sistemas de inspeção podem incluir sensores fotoelétricos, sensores de altura, dispositivos de medição, câmeras industriais e sistemas de visão computacional.

Dependendo da configuração, podem verificar a presença da tampa, a altura do fechamento, a presença de batoques, o alinhamento dos componentes e outras características visíveis.

A inspeção de torque requer um sistema de medição apropriado, pois uma câmera convencional não comprova diretamente o torque aplicado.

As embalagens reprovadas podem ser desviadas por ejetores pneumáticos, mecanismos mecânicos ou sistemas robotizados. A rejeição deve ser validada para evitar o retorno de unidades não conformes ao fluxo aprovado.

A continuidade da produção durante a rejeição depende do sistema de controle, das condições de segurança e da capacidade da máquina de lidar com falhas.

5. Tecnologias de dosagem para máquinas de envase industrial
A escolha da tecnologia de dosagem depende do volume, da viscosidade, da composição química, da sensibilidade do produto, da precisão requerida e dos procedimentos de limpeza.

5.1. Bomba peristáltica
A bomba peristáltica utiliza roletes ou elementos de compressão que atuam sobre um tubo flexível, deslocando o líquido por deformação progressiva do tubo.

O produto entra em contato principalmente com o interior do tubo e com os componentes da linha de produto. Quando projetada para isso, a tecnologia permite utilizar conjuntos de tubos dedicados ou descartáveis, facilitando a troca de formulação e a redução do risco de contaminação cruzada.

A vida útil do tubo, a compatibilidade química e a resistência aos ciclos de limpeza ou esterilização devem ser verificadas. O desgaste pode alterar a precisão da dosagem.

As aplicações incluem soluções farmacêuticas, reagentes de diagnóstico, cosméticos fluidos e processos assépticos especificamente projetados e validados. A bomba peristáltica não garante, por si só, esterilidade ou contaminação cruzada zero.

5.2. Pistão volumétrico
O sistema de pistão volumétrico utiliza um cilindro e um pistão para aspirar e dispensar uma quantidade definida de líquido. O direcionamento do fluxo pode ser realizado por válvulas ou mecanismos de comutação.

Essa tecnologia pode oferecer robustez, repetibilidade e capacidade para trabalhar com diferentes viscosidades, desde que o equipamento seja corretamente dimensionado e ajustado.

O desempenho depende das vedações, do desgaste, da presença de partículas, das características do produto e dos parâmetros de operação.

É utilizada em xaropes, géis, loções, cremes fluidos e outras formulações compatíveis. O aço inoxidável AISI 316L pode ser especificado para determinadas partes em contato com o produto, considerando também a compatibilidade das vedações e dos demais materiais.

5.3. Pistão cerâmico sem válvulas convencionais
Em determinados sistemas de microdosagem, um elemento cerâmico executa movimentos de translação e rotação para alternar os canais de aspiração e descarga sem utilizar válvulas convencionais independentes.

A tecnologia pode proporcionar boa repetibilidade, resistência ao desgaste e adequação a aplicações que exigem pequenos volumes de dosagem.

A precisão depende das folgas funcionais, do desgaste, das características do líquido e da qualidade de fabricação. A compatibilidade com CIP, limpeza no local, e SIP, esterilização no local, deve ser confirmada para cada modelo.

As aplicações incluem microdosagem farmacêutica e produtos de maior valor agregado compatíveis com o sistema.

5.4. Medidor de vazão mássico Coriolis
O medidor Coriolis utiliza tubos vibratórios para determinar a vazão mássica do fluido. Conforme o modelo, também pode fornecer medições de densidade e temperatura.

A dosagem baseada em massa pode reduzir a dependência de mecanismos convencionais de pistão. A quantidade dispensada pode ser controlada por software, desde que o sistema tenha válvulas, controle e instrumentação adequados.

O desempenho depende da faixa de vazão, das propriedades do produto, da instalação e do tempo de resposta do conjunto.

Essa tecnologia pode ser utilizada em produtos químicos, cosméticos, óleos e outras formulações compatíveis com o equipamento.

5.5. Dosagem gravimétrica
A dosagem gravimétrica utiliza células de carga para determinar a massa do produto. O sistema pode realizar pesagem durante o enchimento ou utilizar estratégias de pesagem antes e depois da dosagem.

A principal vantagem é o controle direto da massa. Estratégias de controle podem corrigir desvios de dosagem, desde que os recursos de medição e o algoritmo sejam adequados.

Vibrações, correntes de ar, estabilidade mecânica e tempo de estabilização podem influenciar a precisão.

A dosagem gravimétrica pode ser indicada para reagentes, produtos químicos, formulações de alto valor agregado e aplicações nas quais o controle por massa seja mais apropriado.

6. Frascos, tampas e sistemas de dispensação
A escolha do recipiente e do fechamento deve considerar a formulação, a compatibilidade química, a proteção contra luz, a estabilidade, a integridade da vedação e a apresentação comercial.

Os frascos de vidro âmbar são utilizados para produtos sensíveis à luz. A seleção do tipo de vidro deve considerar a resistência química e os requisitos aplicáveis à formulação. Frascos de PET âmbar também podem oferecer proteção à luz, dependendo da composição e das propriedades do material, mas não são equivalentes aos vidros farmacêuticos Tipo I, II ou III.

Frascos para gotas podem utilizar diferentes acabamentos de gargalo e sistemas gotejadores. A compatibilidade dimensional entre frasco, batoque e tampa precisa ser confirmada.

Frascos para xaropes normalmente possuem capacidades maiores e podem utilizar tampas roscadas, sistemas de segurança infantil ou conjuntos com copo dosador.

Frascos para séruns e produtos dermocosméticos podem ser fabricados em vidro ou plástico e utilizar conta-gotas, bombas dosadoras ou válvulas spray.

Os vials farmacêuticos podem utilizar rolhas de elastômero e selos de alumínio, inclusive modelos flip-off, conforme a especificação do sistema recipiente-fechamento.

As embalagens plásticas flexíveis podem ser fabricadas em PEBD, PEAD ou outros polímeros compatíveis com o produto. Sua flexibilidade depende do material, da espessura e do desenho da embalagem.

Capacidades como 5 mL, 10 mL, 15 mL, 20 mL, 30 mL, 50 mL, 100 mL e 150 mL são exemplos de apresentações comerciais, não limites universais para todos os equipamentos.

Entre os principais sistemas de fechamento e dispensação estão os batoques gotejadores internos, os conjuntos conta-gotas com bulbo e pipeta, as válvulas pump spray, as bombas para loção, as tampas de segurança infantil, os batoques vertedores e os copos dosadores.

A designação DIN 18 está relacionada a dimensões de acabamento de gargalo. Ela não garante compatibilidade universal entre todos os frascos e componentes, sendo necessário confirmar dimensões, tolerâncias e especificações.

7. Capacidade produtiva e velocidade de envase
A produtividade de uma envasadora rotativa monobloco depende do número de cabeçotes, do tempo de dosagem, do tipo de movimento, da viscosidade do produto, do formato do recipiente e das operações integradas.

Como referência preliminar de planejamento, equipamentos semiautomáticos de bancada podem operar em faixas próximas de 10 a 30 frascos por minuto, enquanto monoblocos automáticos compactos podem trabalhar em faixas de 30 a 80 frascos por minuto.

Equipamentos de maior capacidade podem operar entre 80 e 150 frascos por minuto ou mais. Sistemas rotativos especializados podem atingir velocidades superiores a 150 ou 300 frascos por minuto, dependendo da configuração e da aplicação.

Essas faixas são indicativas e não representam garantias de desempenho. Existem máquinas com características diferentes dentro da mesma categoria, e a capacidade precisa ser confirmada para o produto e o formato contratados.

A velocidade nominal corresponde à capacidade teórica ou mecânica especificada. A velocidade validada é a capacidade demonstrada nas condições de teste acordadas. A produção efetiva considera também paradas, ajustes, rejeições e outras perdas operacionais.

Por esse motivo, a seleção de uma máquina de envase automático deve considerar a quantidade de unidades aprovadas por hora, e não apenas a velocidade nominal informada no catálogo.

8. Fabricantes de envasadoras rotativas e monoblocos industriais
A seleção de fornecedores deve considerar o portfólio atual, a configuração exata da máquina, a experiência na aplicação, a capacidade comprovada, a documentação técnica e a disponibilidade de assistência.

No Brasil, empresas como Pró-Máquina, Nocato, Lemaq, Cetro Máquinas e Welman/Delalibera podem ser incluídas em um levantamento preliminar de fornecedores de equipamentos de envase, fechamento e automação industrial. A disponibilidade de monoblocos rotativos, as tecnologias oferecidas e as capacidades produtivas devem ser confirmadas diretamente com cada empresa.

A avaliação deve verificar se o fornecedor fabrica o equipamento, comercializa máquinas de terceiros ou realiza integração de sistemas. Também é importante solicitar referências instaladas, desenhos de formato, requisitos de utilidades, documentação de qualificação, disponibilidade de peças e condições de suporte técnico.

A presença comercial no Brasil de fabricantes internacionais, como IMA Group, Marchesini Group, Bausch+Ströbel, Groninger, Romaco, Syntegon e Optima Packaging, pode ser considerada em pesquisas de equipamentos para aplicações farmacêuticas, cosméticas e industriais. A escolha deve ser baseada no modelo específico, pois o portfólio de cada grupo inclui diferentes tipos de máquinas e recipientes.

Entre os fabricantes norte-americanos e canadenses, Cozzoli Machine Company, Filamatic e Capmatic são nomes que podem ser investigados conforme a aplicação.

No mercado asiático, Shibuya Corporation, Truking Technology e Tofflon Science and Technology podem integrar uma pesquisa internacional de soluções para as indústrias farmacêutica e industrial.

A qualificação de fornecedores deve utilizar critérios objetivos, como precisão de dosagem, faixa de torque, velocidade comprovada, flexibilidade de formato, requisitos sanitários, documentação técnica, assistência local e custo total de propriedade. Qualquer classificação de liderança de mercado deve ser sustentada por dados verificáveis.

9. Boas Práticas de Fabricação, qualificação e conformidade
Equipamentos destinados à produção farmacêutica devem ser especificados e qualificados conforme os requisitos aplicáveis ao produto, ao processo e ao mercado de destino. Cosméticos, alimentos, produtos veterinários e reagentes de diagnóstico podem estar sujeitos a requisitos regulatórios diferentes.

No Brasil, a RDC nº 658/2022 da ANVISA estabelece diretrizes gerais de Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos. Sua aplicação deve considerar as normas complementares e as alterações vigentes.

9.1. Qualificação do equipamento
A qualificação pode ser organizada em etapas conhecidas como DQ, IQ, OQ e PQ, conforme a finalidade, o risco e o plano de qualidade do projeto.

A Qualificação de Projeto, ou DQ, documenta que a solução proposta atende aos requisitos do usuário, do processo, da segurança e da qualidade.

A Qualificação de Instalação, ou IQ, verifica a instalação, os componentes, os materiais, as utilidades, os instrumentos e a documentação pertinente.

A Qualificação Operacional, ou OQ, demonstra o funcionamento dos controles, alarmes, intertravamentos e parâmetros dentro das faixas especificadas.

A Qualificação de Desempenho, ou PQ, demonstra que o equipamento atende aos critérios de desempenho nas condições previstas de utilização.

Essas etapas não substituem a validação do processo de envase, a validação dos procedimentos de limpeza ou outras atividades necessárias para comprovar a qualidade do produto.

9.2. Sistemas informatizados e 21 CFR Part 11
A norma 21 CFR Part 11 da FDA trata de registros eletrônicos e assinaturas eletrônicas em situações abrangidas pela regulamentação norte-americana. Sua aplicabilidade depende dos requisitos regulatórios e da forma como os registros são utilizados.

Quando aplicável, o sistema pode precisar de controle de acesso individual, permissões por função, trilhas de auditoria protegidas, integridade dos dados, mecanismos de assinatura eletrônica, procedimentos de backup e recuperação e validação do sistema informatizado.

A necessidade de aprovações adicionais, assinaturas duplas ou segregação de funções deve ser definida de acordo com a regulamentação aplicável e os procedimentos da empresa. Nem todos esses mecanismos são exigências universais da Part 11.

A proteção de dados deve preservar a exatidão, a integridade, a disponibilidade e a rastreabilidade dos registros. A criptografia pode integrar essa estratégia, mas não substitui os demais controles necessários.

9.3. Construção higiênica e materiais de contato
Os materiais em contato com o produto devem ser compatíveis com a formulação, os procedimentos de limpeza, as condições de operação e os requisitos regulatórios aplicáveis.

O aço inoxidável AISI 316L pode ser utilizado em partes de contato, mas a seleção depende das características químicas do produto e da resistência à corrosão. Juntas, vedações, mangueiras e outros componentes também precisam ser especificados de maneira compatível.

A rugosidade superficial Ra ≤ 0,4 µm pode ser estabelecida como requisito de projeto para determinadas aplicações, mas não deve ser tratada como exigência universal para todas as máquinas.

A conformidade de elastômeros e polímeros deve ser verificada de acordo com a finalidade de uso. A referência 21 CFR 177.2600, por exemplo, trata de artigos de borracha destinados ao contato repetido com alimentos e não representa, isoladamente, uma certificação universal para aplicações farmacêuticas.

Os requisitos de projeto devem considerar compatibilidade química, rastreabilidade dos materiais, facilidade de limpeza, drenabilidade, prevenção de contaminação cruzada e integridade das vedações.

Os sistemas CIP, ou Cleaning in Place, realizam a limpeza no local. Os sistemas SIP, ou Sterilization in Place, realizam a esterilização no local. São funções distintas e sua necessidade deve ser definida conforme o processo.

A utilização de vapor a 121 °C não deve ser presumida para qualquer equipamento. A compatibilidade depende do projeto, dos materiais, do ciclo especificado e da validação do processo.

10. Aplicações industriais de envasadoras e tampadoras monobloco
10.1. Indústria farmacêutica e homeopática
Medicamentos líquidos em gotas podem ser envasados em frascos de vidro ou plástico compatível, com batoques gotejadores ou sistemas dosadores. A seleção depende da formulação, da dose pretendida e da integridade do fechamento.

Preparações homeopáticas e florais podem utilizar frascos âmbar com batoque e tampa, desde que as dimensões do gargalo sejam compatíveis com o conjunto.

Soluções nasais podem utilizar frascos com válvulas spray ou outros dispositivos de dispensação, conforme a formulação e a via de administração.

Colírios e soluções oftálmicas exigem atenção especial à esterilidade, à compatibilidade dos materiais, ao sistema recipiente-fechamento e ao processo de fabricação. A escolha do recipiente não substitui os controles necessários para produtos oftálmicos.

Xaropes e expectorantes podem ser acondicionados em frascos de vidro ou plástico com tampas roscadas, sistemas de segurança infantil e dispositivos de medição.

Vitaminas em gotas podem utilizar frascos âmbar e conta-gotas, desde que o sistema seja compatível com a formulação e permita a administração pretendida.

10.2. Indústria cosmética e dermocosmética
Séruns faciais, formulações com ácido hialurônico e outros produtos dermocosméticos podem utilizar frascos de vidro ou plástico com conta-gotas ou bombas dosadoras.

Óleos capilares, elixires e reparadores de pontas podem utilizar tampas, gotejadores ou válvulas de dispensação compatíveis com a viscosidade e as propriedades da formulação.

Tônicos, águas micelares e soluções cosméticas fluidas podem ser acondicionados em frascos com válvulas spray, bombas dosadoras ou tampas vertedoras.

Perfumes e colônias exigem compatibilidade entre a formulação, o material do recipiente, a válvula atomizadora e as vedações. O sistema de fechamento deve preservar a integridade e as características do produto.

10.3. Indústria alimentícia, nutracêutica e química
Adoçantes líquidos podem utilizar frascos plásticos com batoques gotejadores ou outros sistemas de dispensação.

Essências, aromas e corantes alimentícios podem ser acondicionados em recipientes de vidro ou plástico compatível, considerando a composição química, a estabilidade e os requisitos aplicáveis ao contato com alimentos.

Óleos essenciais exigem atenção à volatilidade, à compatibilidade química e à integridade do fechamento.

Reagentes de diagnóstico laboratorial devem utilizar recipientes e sistemas de fechamento compatíveis com a estabilidade, a sensibilidade e os requisitos de desempenho do produto.

As aplicações e capacidades de embalagem devem ser definidas conforme o projeto, a formulação, o recipiente e o desempenho esperado. Uma envasadora monobloco corretamente especificada pode integrar dosagem, inserção de componentes e fechamento em um processo automatizado, com controles adequados à necessidade de cada indústria.

11. Como escolher uma envasadora rotativa monobloco
A escolha de uma envasadora rotativa monobloco deve começar pela definição do produto, do volume de dosagem, da precisão requerida e dos recipientes que serão processados.

É necessário avaliar a viscosidade, a formação de espuma, a volatilidade, a compatibilidade química, a sensibilidade à contaminação e os requisitos de limpeza. Esses fatores determinam a tecnologia de dosagem, os materiais de contato e a configuração dos bicos.

Também devem ser considerados os tipos de fechamento, a necessidade de inserir batoques ou válvulas, o controle de torque, os sistemas de inspeção e os mecanismos de rejeição.

A capacidade produtiva deve ser especificada para os formatos e produtos reais, incluindo critérios de aceitação para precisão de envase, integridade do fechamento, rejeição de unidades não conformes e disponibilidade operacional.

Em aplicações farmacêuticas, a documentação técnica, a qualificação, a rastreabilidade dos materiais e a adequação aos requisitos regulatórios são partes importantes da seleção.

Por fim, a análise de investimento deve considerar não apenas o preço inicial, mas também a facilidade de limpeza, a troca de formato, o consumo de utilidades, a manutenção, as peças de reposição, a assistência técnica e o custo total de propriedade.

Uma máquina de envase e tampamento bem especificada permite integrar operações, melhorar a consistência do processo e atender às necessidades de produção de diferentes segmentos industriais.
Envasadora rotativa com seladora e túnel de despirogenização esterilização para ampolas de vidro injetáveis em inox 316L Bausch com CFR 21 ano 2022
Visualizar Vídeo Envasadora rotativa com seladora e túnel de despirogenização esterilização para ampolas de vidro injetáveis em inox 316L Bausch com CFR 21 ano 2022

Código do equipamento: 050-378

Marca: Bausch

Envasadora rotativa com seladora e túnel de despirogenização e esterilização para ampolas de vidro injetáveis em inox 316L.

Composta por:

- Envasadora rotativa automática e seladora de ampolas de vidro para linhas de injetáveis em ampolas para ...
Envasadora rotativa e seladora para ampolas de vidro injetáveis em inox 316 L Bausch 24.000 unid / hora com CFR 21
Visualizar Vídeo Envasadora rotativa e seladora para ampolas de vidro injetáveis em inox 316 L Bausch 24.000 unid / hora com CFR 21

Código do equipamento: 747-550

Marca: Bausch

Envasadora rotativa automática e seladora de ampolas de vidro para linhas de injetáveis em ampolas para uso humano.

Fabricante | marca: Bausch.

Tipo modelo: 506.

Ano: 2022.

Capacidade de produção nominal: até 24.000 objetos por hora a dep...
Envasadora batocadora rosqueadora para linha de frasco dosador gotas inox 316 L IMA F 57
Visualizar Vídeo Envasadora batocadora rosqueadora para linha de frasco dosador gotas inox 316 L IMA F 57

Código do equipamento: 677-548

Marca: Ima

Linha de envase rotativa com envase por pistão volumetrico, sistema de alimentação de dosador de frascos com batoque, sistema de alimentação de tampas com rosqueadora para frascos e vials conta gotas gotejador / dosador para líquidos e viscosos em a...
Envasadora rotativa para frascos Nelpas 100 ml inox 316
Visualizar Vídeo Envasadora rotativa para frascos Nelpas 100 ml inox 316

Código do equipamento: 134-135

Marca: Nelpas

Envasadora rotativa por pistões volumétrico para envase de frascos pequenos.

Marca fabricante: Nelpas.

Modelo: NP 100 C.

Volume de pistão: 100 ml.

Capacidade mínima: 30 ml á confirmar.

Equipamento com envase automático com 4 pistões do...
Linha de envase rotativa para frascos com conta gotas com rotuladora auto adesiva cilíndrico Cetro
Visualizar Vídeo Linha de envase rotativa para frascos com conta gotas com rotuladora auto adesiva cilíndrico Cetro

Código do equipamento: 640-071

Marca: Cetro

Componentes: Delta

Linha com alimentação de frasco, envasadora, rosqueamento automática e rotuladora auto adesivo para frascos.

Composto por.

Mesa rotativa para alimentação de frasco.

Marca fabricante: Cetro.

Envasadora e rosqueadora para frasco cabinada em...



 
 

Camargo Industrial Máquinas
Rua Antônio Blanco, 1451 - Jardim São João Batista
São Carlos / SP
CEP: 13567-060
Brasil

Contato

Vendas: +55 (16) 3361-6681 / 3361-6682 / 3419-4644

Administrativo: +55 (16) 3419-4648

E-mail: contato@camargoindustrial.com.br

Dúvidas?
0800 033 0080


Instagram YouTube Facebook

A Camargo Industrial realiza o estudo e o cruzamento de dados de cada equipamento aprovado para anúncio, mantendo um ecossistema de negócios de alto nível. Para as máquinas de intermediação, as informações são fornecidas por terceiros e devem ser validadas sob responsabilidade do comprador, contando com o suporte da Camargo na indicação de consultores e técnicos especializados. Esse suporte visa a segurança e confiabilidade na avaliação do estado do equipamento, a necessidade de adequação das normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho e informações fundamentais para um negócio seguro.
O acervo próprio da Camargo Industrial está disponível para visitação em nossa sede, onde oferecemos inspeção técnica acompanhada pelo rigor de nossos profissionais. É necessário agendamento para visitação.

Desenvolvido
e mantido com
tecnologia:
  StrZero   Powered by Databaser