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Revisadora de ampolas automática.
Marca fabricante: Eisai (atual Bosch Packaging Technology).
Modelo: AIM 296.
Ano: 2004.
As informações abaixo são estipulações feitas pelo modelo e ano do equipamento:
Princípio de Funcionamento da Época: Sistema SD (Static Division)
Em 2004, a detecção de partículas nesta máquina não utilizava câmeras de vídeo comuns ou inteligência artificial. O sistema baseava-se puramente na tecnologia patenteada de Divisão Estática (SD) da Eisai:
Mecanismo: O frasco ou ampola passava por uma estação de alta rotação (spinning) e parava bruscamente (stop). O líquido continuava girando por inércia.
Detecção: Um feixe de luz focado atravessava o líquido em movimento. Do outro lado, sensores fotoelétricos (fotodiodos) mediam a oscilação da luz gerada pela sombra ou reflexo das partículas em movimento.
Se houvesse variação na corrente elétrica do sensor acima do limite programado, o frasco era classificado como rejeito.
Inspeção Cosmética de Época (Opcional):
Se o modelo de 2003/2004 estivesse configurado para inspecionar também a embalagem (fissuras no fundo, nível de enchimento ou queima da ponta da ampola), ele utilizava:
Câmeras CCD industriais analógicas de baixa resolução para os padrões atuais.
O processamento dessas imagens era feito por placas de circuito dedicadas instaladas em um rack eletrônico interno, e não por softwares baseados em Windows convencionais.
Capacidade e Rendimento Nominal (Padrão 2004):
Velocidade Máxima: Até 24.000 unidades por hora (400 recipientes por minuto).
Nota importante de operação: Essa velocidade máxima só era atingida em ampolas pequenas (1 ml ou 2 ml) com líquidos de baixa viscosidade (como água para injetáveis). Para volumes maiores (como 5 ml a 15 ml) ou soluções densas/oleosas, a velocidade operacional real de fábrica era reduzida significativamente para permitir o tempo correto de rotação e frenagem do líquido.
Diâmetro Máximo: Projetada estruturalmente para carrosséis que comportavam recipientes com diâmetro de até 18 mm a 22 mm (dependendo da configuração das estrelas e guias mecânicas encomendadas na época).
Arquitetura Eletrônica e Interface (IHM):
Controle: Baseado em sistemas operacionais de tempo real embarcados (RTOS) e cartões eletrônicos proprietários da Eisai.
Interface Humano-Máquina (IHM): Monitores industriais primitivos (muitas vezes CRT ou telas de LCD de matriz passiva iniciais) acompanhados por teclados de membrana física para entrada de dados e calibração dos limites de rejeição (valores de limiar/threshold do sensor SD). |